17 de set de 2010

Arcane Legions - Para onde ir?

Quando o jogo chegou eu tinha certeza: "vai ser um baita sucesso".
Assim como Monsterpocalipse, tinha novidade, tinha regras que faziam sentido, resolviam as situações em vez de complicá-las. Era bonito, divertido, gostoso de abrir, bacana de ver as peças sendo agrupadas, arrumadas em formação.



O elemento estratégico estava bem arranjado. Você tinha que saber onde colocar cada soldado para ganhar velocidade ou defesa ou ataque. Tinha que posicionar muito bem seu grupo, pois normalmente ser atacado pelos flancos significava a morte se suas precisas forças de batalha.

Todo o gadget: bases de formação, de unidade, as peças especiais como comandantes, bem como todo o universo: a mítica em torno do Egito, China e Roma, usando isso como base para realmente extrapolar o sobrenatural nesse cenário, mostravam que o jogo tinha conteúdo, proposta e a possibilidade de arrebentar.

Isso aconteceu no começo, todo mundo falando, citando, comentando, mas então o buxixo parou e ninguém notou. No começo não notou porque o jogo era tão, mas tão completo que ninguém sentiu falta de novidades. E não houve nenhuma novidade. Até houve uns lançamentos como os mercenários e as figuras gigantes como o Dragão chinês, O trebuchet, etc.



Mas esses lançamentos não formam um novo pacote, nem uma nova série. São, sim, como uma miniatura especial, uma série comemorativa. E depois disso (ou antes) foram lançados caixas com o exército já pré pintado e montado, mas, eram as mesmas peças iniciais.

O jogo era tão completo, mas tão completo. Tão bem arrumado, definido e acabado, que parece limitar as novidades. Parece ser díficil criar um elemento novo numa expansão que muda a maneira de ver o game. Sabe aquelas peças que quando um jogador tem o outro precisa aprender a se defender dela de tão inédita? Mesmo as peças que saíram com mercenários só inovam na escultura.

A verdade é que a possibilidade do jogador criar suas próprias unidades (cartelas das bases com pontos para atque, movimento, defesa, etc) gera uma infinidade de possibilidades, mas nem estou falando disso, falo mesmo de elementos intrínsecos de regras que precisam ser trazidos a tona, melhorados, mudados, para manter o jogador ativo, porque chega um momento em que o player já conhece as regras e sabe como se defender de cada situação apresentada e isso começa a se tornar cansativo e chato.

Não entendam mal, não é uma crítica ao jogo ou aos designers. É um pensamento alto. Ver que o jogo se mantém ainda sem se renovar é muito bom, mas eu fico é pensando ou esses caras estão muito certos ou muito doidos.

Nenhum comentário: